Raio-X:Nome: Bráulio WanderleyIdade: 30 anosEstado civil: solteiro
Profissão: educadorLivro de cabeceira: O Príncipe, A arte da Guerra, O manifesto Comunista
Lazer: ouvir música, ler, andar e conversar com amigos.
Sentimento: igualdade
Além da inconfundível estrela vermelha, há uma outra coisa que Bráulio Wanderley faz questão de não tirar do peito: a paixão pelo Partido dos Trabalhadores e a defesa rígida de que as críticas direcionadas ao partido não possuem força, quando querem generalizar idéia de que todos são iguais à “meia dúzia de corruptos que estão no partido”.
Aos 30 anos, Bráulio expõe uma maturidade e experiência de vida- sobretudo militante- incomum a um jovem de sua idade. Descobriu o dom da política de participação social ainda muito jovem.O seu envolvimento com as causas coletivas se iniciou através de grêmios estudantis, seguiu o roteiro universitário com os Diretórios Acadêmicos e , hoje, configura-se na participação do Sindicato de Professores de Pernambuco, o qual dirige.
Considera, no entanto, que a mobilização política da juventude enfraqueceu-se muito, nos últimos anos. Para ele, o movimento estudantil perdeu a sua essência, cuja última aparição real se deu no movimento “Fora Collor”.
Pernambucano assumido e apaixonado, Bráulio milita na esquerda “desde que se descobriu gente”, ainda na adolescência , em 1989. Diante das crises políticas atuais, é taxativo em dizer que são frutos das esdrúxulas alianças que o PT fez em nome da “governabilidade”. Busca desmistificar a idéia de que o PT era o baluarte da ética e moral políticas, afirmando que “sendo um partido feito por homens, seres falíveis, o partido também o é”.
Essencialmente político, Bráulio não está alheio às inerentes mudanças no Sistema Político brasileiro, sobretudo no que se refere à tão esperada reforma. Vê no item “fidelidade partidária” a possibilidade de mudanças consistentes, desde que se defina, com propriedade, o que significa isso nos princípios da nossa estruturação política.
domingo, 4 de novembro de 2007
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